sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

So Many Foreign Homes



I created a space for you. I put you into the space I created for you. You grew bigger in the space I created for you. I expanded the space I created for you. You filled the space I created and expanded for you and still kept on growing. I put you in a space I didn't create for you, but it was bigger. You didn't grow in the space I didn't create and didn't expand for you. I wanted you to grow there but you didn't. I returned you to the space I created and expanded for you. You grew again and wasn't able to fit that space. I decided to keep you in the space I didn't create for you, so that you wouldn't grow anymore. Now you fit every place I put you except yours, you also don't grow anymore. We don't grow anymore.

So Many Foreign Homes


domingo, 5 de fevereiro de 2012

Shame



As pessoas definitivamente não formam-se a partir de rascunhos ou ideias prévias. Elas constroem-se a partir de grandes parcelas de sua sensibilidade física e sentimental. O que se sente neste mundo é capaz de dirigir aspectos individuais tão próximos da essência humana que estes misturam-se a ponto de negar esta essência e ir contra o próprio conceito da individualidade acima dita.

O ser humano, então, é um espelho de seus próprios sentidos e sensações, buscando a linha tênue entre o prazer e a dor e cruzando este limite incontáveis vezes. Funciona como um grande experimentalismo da individualidade do homem e de como sua própria subjetividade o desconstrói. Mais simples: o próprio propósito de manter-se nesta individualidade fundada em seus sentidos e sensações o traz para a responsabilidade da sua existência em um lugar tão comum que a própria individualidade, logo mais, desaparece.

É o existencialismo na construção do sujeito individual, escravo de vícios e produto de sensações, prazeres e dor. É o humanismo da individualidade capaz de levá-la a um lugar comum e contra seu próprio conceito. É a vergonha em adequar-se psicologicamente aos vícios e estabelecer um espaço entre a presença destes e de outros aspectos da vida. É a natural construção do ser a partir dos seus sentidos, em contraste com artificialidade do processo de humanização. É a imoralidade da alma transgressora, absolutamente necessária para o processo de evolução do homem. É quando o certo é errado e o errado é certo. É a vergonha da fragilidade. É a pura e inexorável essência humana.

National Anthem
 

domingo, 15 de janeiro de 2012

My Favorite Things


Ah, como é agradável agregar um certo egoísmo à mais pura natureza humana. É como se houvesse uma leve brisa particular, inacessível, capaz de abraçar apenas as mais belas coisas ao seu redor excluindo diversas outras, sem ao menos se dar ao luxo, se é que isso seria um luxo, de qualquer esclarecimento. O egoísta é o mais lindo de todos, ele não apenas cultua seus próprios sentidos como os únicos existentes, mas busca sensações capazes de lhe proporcionar um prazer desigual em cada ambiente. Talvez por se ver no controle de si mesmo, o egoísta se desfaz dos outros como peças de um jogo e não acha, nem de longe, que a indiferença é uma fraqueza, até porque a própria indiferença não faz a mínima diferença para ele.

De fato vale esclarecer que a dita indiferença precisa de um ambiente mínimo para estabelecer-se. Precisa de uma certa dose de desinteresse pelas questões alheias para insurgir-se como a verdadeira arte de silêncios que deve ser. Veja, não há desrespeito algum em ignorar plenamente os aspectos ou a identidade de alguém, se estes são tratadas com a mais pura educação. A melhor indiferença é aquela que não traz traços impressionistas, é uma tela onde a luz solar inexiste e os tons das coisas são retratados, todos, de forma bela, em mesma coloração.

Não há como negar que o egoísmo e a indiferença, quando bem tratados, trazem em si requintes de sutileza ao moldarem uma postura atraente. Isso direciona para uma serenidade um tanto equilibrada enquanto há o pleno reconhecimento da posição do elegante egoísta dentro de si mesmo frente àquilo a ser escolhido por ele. Lembre-se: ser umegoísta neste sentido não é usar uma venda para o mundo, mas é extrair dele apenas o seu melhor de forma inteligente, aplicando substancialmente um ostracismo a tudo dito “resto” com um sorriso no rosto, até atingir uma silenciosa e versátil indiferença. Afinal a vida é um belo jantar regado a champanhe e vistos consulares, amores de verão e jazz, sofisticação e beleza. Dar devida atenção a coisas boas não é tão grave assim.

My Favorite Things